Quando uma empresa privada ambiciona o maior IPO da história.
Data prevista de lançamento*
Os marcos históricos que definiram a trajetória até ao momento atual.
A Space Exploration Technologies Corp. (SpaceX) é fundada por Elon Musk com o objetivo de reduzir drasticamente os custos de acesso ao espaço e viabilizar a exploração interplanetária.
Após várias tentativas falhadas, o Falcon 1 torna‑se o primeiro foguetão privado de combustível líquido a atingir órbita, demonstrando que uma empresa privada pode desenvolver lançadores orbitais funcionais. Este momento garante a sobrevivência financeira da empresa.
A SpaceX lança o Falcon 9 e, no mesmo ano, a cápsula Dragon torna‑se a primeira nave comercial a orbitar a Terra e regressar com sucesso, abrindo caminho ao modelo comercial de transporte espacial.
Dragon torna‑se a primeira nave privada a acoplar à Estação Espacial Internacional (ISS), marcando a integração da SpaceX no ecossistema institucional da NASA e consolidando o modelo público‑privado.
Os testes de voo do sistema Starship representam o desenvolvimento do veículo de lançamento mais poderoso alguma vez construído. Concebido para ser totalmente reutilizável, o Starship é a peça central da visão da empresa para missões à Lua, Marte e além.
O Falcon Heavy realiza o seu voo inaugural, tornando‑se um dos foguetões operacionais mais potentes do mundo e permitindo à SpaceX competir em missões de grande escala, governamentais e comerciais.
Início do lançamento da constelação Starlink, marcando a entrada da SpaceX no negócio de infraestruturas globais de telecomunicações, com receitas recorrentes e integração vertical.
A SpaceX torna‑se a primeira empresa privada a transportar astronautas para a ISS, restaurando a capacidade de lançamento tripulado a partir dos EUA e obtendo certificação oficial da NASA para missões humanas.
Realização das primeiras missões totalmente privadas (Inspiration4) e missões privadas à ISS, sinalizando a maturidade comercial do modelo de negócio tripulado.
Testes orbitais do Starship, o sistema totalmente reutilizável concebido para missões lunares e interplanetárias. Apesar de testes falhados iniciais, a empresa demonstra progressos significativos na maior plataforma de lançamento alguma vez construída.
Em 2026, a SpaceX adquiriu a xAI, empresa de inteligência artificial fundada por Elon Musk e criadora do modelo Grok, numa transação realizada integralmente em ações, com o objetivo de integrar capacidades avançadas de IA em infraestruturas espaciais e sistemas de comunicação globais.
Informação essencial para análise de investimento
Fundação
2002
Sede
Hawthorne, CA, US
Financiamento Total
USD 14 MM
Setor
Aeroespacial e Tecnológico
A SpaceX concebe, fabrica e lança foguetões e naves espaciais. A empresa desenvolveu uma frota de foguetões reutilizáveis, incluindo o Falcon 9, que a SpaceX afirma ser o primeiro foguetão de classe orbital capaz de voar novamente, e o Falcon Heavy, o seu foguetão superpesado. A missão da SpaceX é criar veículos de lançamento totalmente reutilizáveis capazes de transportar humanos para Marte e outros destinos no sistema solar. Além disso, a SpaceX desenvolveu o Starlink, um serviço de internet por satélite criado com milhares de pequenos satélites em órbita baixa da Terra. Em 2026, a SpaceX adquiriu a xAI, empresa de inteligência artificial fundada por Elon Musk e criadora do modelo Grok, numa transação realizada integralmente em ações, com o objetivo de integrar capacidades avançadas de IA em infraestruturas espaciais e sistemas de comunicação globais.
A SpaceX é uma empresa privada, fundada em 2002. O principal acionista é Elon Musk, que detém cerca de 42% do capital e controlo maioritário dos direitos de voto (79%), através de uma estrutura de ações com direitos diferenciados. Entre os restantes acionistas encontram‑se investidores institucionais e fundos de capital de risco, como Alphabet (Google), Fidelity, Founders Fund e Sequoia Capital, bem como colaboradores da empresa.
Em 2025, a SpaceX registou:
Embora algumas das principais operações da empresa, em particular o Starlink, sejam rentáveis, o prejuízo líquido foi impulsionado pelo elevado nível de investimento e pelo financiamento de projetos estratégicos, como o desenvolvimento da Starship e a construção de infraestruturas de centros de dados para inteligência artificial.
A SpaceX atua em vários segmentos, com concorrentes distintos:
Apesar do aumento da concorrência, a SpaceX mantém uma posição dominante em termos de frequência de lançamentos (representando mais de 60% do mercado global de lançamentos comerciais em 2025) e custo por missão.
A SpaceX apresenta um ritmo de crescimento significativamente superior ao da maioria dos concorrentes:
De acordo com as últimas notícias divulgadas pela imprensa, 12 de junho, é considerado, nesta fase como a data prevista para o IPO.
A empresa está a oferecer cerca de 555,6 milhões de ações a 135 dólares cada, numa transação que poderá avaliá-la em cerca de 1,8 biliões de dólares, o que fará desta operação o maior IPO de sempre, superando a maior operação até à data, realizada pela Saudi Aramco em dezembro de 2019, quando angariou 25,6 mil milhões de dólares com a venda de 1,5% do capital, numa avaliação de 1,7 biliões de dólares.
Ainda assim, importa sublinhar que as deliberações finais continuam em curso e que os termos da operação podem sofrer alterações em função das condições de mercado e da procura dos investidores.
O BiG disponibiliza acesso à negociação de ações da SpaceX no primeiro dia em bolsa (mercado secundário), mas não permite a subscrição na fase de oferta pública de venda (mercado primário).
Abra a sua conta no BiG e receba o reembolso das três primeiras comissões de corretagem no mercado americano.
Campanha válida para novos clientes até 30-07-2026. Exclusiva para novos clientes, oferta das três primeiras comissões de corretagem no mercado americano, no site do BiG, APP, MyBolsa ou plataforma BiGlobal Trade.
Para beneficiar desta oferta, introduza o código SpaceX2026 no campo “Código Promocional”, na abertura da sua conta BiG.
Enquanto não está em mercado, é possível obter exposição indireta à SpaceX através de outros instrumentos. Explore alguns exemplos:
ETF de gestão ativa que inclui exposição a empresas privadas, podendo deter uma parcela em ações da SpaceX.
ETF focado na economia espacial, que procura acompanhar empresas ligadas ao desenvolvimento e inovação neste setor.
ETF orientado para empresas em fase de transição entre o mercado privado e público, com exposição indireta através de veículos como SPVs, que podem incluir participações em empresas como a SpaceX.
Fundo fechado que investe em empresas tecnológicas, incluindo uma componente relevante em empresas privadas, podendo integrar exposição indireta à SpaceX.
Respostas às questões mais comuns sobre IPOs.
IPO significa Initial Public Offering — ou, em português, Oferta Pública de Venda" (OPV). É o momento em que uma empresa abre o seu capital ao público em geral e passa a ser negociada numa bolsa de valores pela primeira vez.
Antes do IPO, o capital de uma certa empresa é apenas acessível de forma mais restrita (como por exemplo a fundadores, investidores específicos, colaboradores, entre outros exemplos). Após o IPO, as portas de acesso ao capital desta mesma empresa abrem-se para a toda a gente: é possível comprar e vender ações da empresa na bolsa de valores.
As motivações de cada empresa realizar a sua entrada em bolsa podem ser diversas e específicas a cada caso. Contudo, alguns dos pontos genéricos mais favoráveis passam pela possibilidade de captar elevadas soma de capital que irá favorecer o seu crescimento, abrindo portas a novos investimentos, expansões para novos mercados, redução de dívida, entre outros. Adicionalmente, a entrada em bolsa pode aumentar a visibilidade, notoriedade e credibilidade da empresa e das suas marcas.
A empresa fica mais sujeita a um maior escrutínio público, dadas obrigações regulamentares tais como a divulgação de resultados corporativos periódicos para o público em geral, maior atenção de reguladores e da imprensa, entre outros fatores. Em paralelo, o preço das ações passa a variar consoante não só a evolução corporativa da empresa como também consoante o sentimento de mercado, podendo existir períodos nos quais a capitalização bolsista da empresa não reflete o seu real valor.
O preço por ação de um IPO é definido pela avaliação da empresa naquele momento. Esta avaliação depende dos seus fatores corporativos tais como receitas, lucros, perspetivas futuras, entre diversos outros fatores, e é conduzida em conjunto entre a empresa e os Bancos de Investimento que ajudam a empresa no processo.
Após o IPO estar concluído e as ações começarem a negociar no mercado secundário, isto é, na bolsa de valores, o seu preço é definido pela dinâmica de procura entre compradores e vendedores (investidores e traders que negoceiam entre si no mercado secundário).
No Mercado Primário, a empresa vende as suas ações diretamente ao público pela primeira vez, a uma avaliação pré-determinada – é o processo de IPO. O dinheiro dos investidores que acedem ao IPO vai diretamente para a empresa. O acesso ao Mercado Primário pode ser mais restrito, ou até reservado a certas tipologias de investidores, e podem ser impostos aos investidores montantes mínimos de alocação para participar no IPO.
No Mercado Secundário, os traders e investidores compram e vendem ações diretamente entre si, por via da bolsa de valores. Ao negociar ações de empresas já cotadas em bolsa, o investidor está a negociar no mercado secundário. O preço das ações em bolsa pode ser influenciado por diversos pontos, desde fatores corporativos específicos à empresa a sentimento geral de mercado influenciado por notícias e pelo contexto global.
Após o IPO estar efetivado, as ações da empresa passam a negociar em bolsa, no mercado secundário, acessível ao público em geral. O seu desempenho é determinado pela dinâmica entre compradores e vendedores no mercado. Ao longo das primeiras horas, ou até dias, de negociação no mercado secundário, os níveis de volatilidade no preço da ação tendem a ser particularmente elevados.
As Magníficas 7 são consideradas como as principais empresas tecnológicas norte-americanas, que têm um peso significativo nos principais índices acionistas de referência tanto norte-americanos como globais.
Eis as datas em que as suas ações começaram a negociar em bolsa:
Fonte: Bloomberg; BiG
Apesar de também se terem verificado períodos de desempenho negativo, estas gigantes tecnológicas norte-americanas têm mantido uma evolução acionista de elevado crescimento e sucesso. Eis alguns exemplos de retornos anualizados compostos que o preço das ações destas empresas tem registado desde os seus IPOs até ao momento atual (já ajustado para stock splits e dividendos reinvestidos):
Nota: Desempenho passado não representa nem pode ser interpretado como garantia de retornos futuros.
O ano de 2026 promete ser histórico em termos de IPOs! Dois dos nomes mais aguardados para a entrada na bolsa de valores são a SpaceX e a Anthropic. A Space X é a empresa aeroespacial de Elon Musk, presente em cada vez mais indústrias, e que poderá entrar em bolsa como uma valorização-alvo a rondar 1,75 biliões de USD – a confirmar-se, será o maior IPO da história ao nível de capitalização bolsista. A Anthropic é uma das start-ups de Inteligência Artificial mais valiosas do mundo, com tecnologia de ponta em modelos de linguagem avançados. É a criadora do assistente de IA Claude. Outros exemplos de IPOs que se perspetivam para os próximos trimestres passam pela OpenAI, Databricks, entre outros.
Não necessariamente. A história também reflete muitos IPOs que desapontaram e cujo desempenho tanto corporativo como acionista não tem sido favorável aos investidores. Tal como qualquer investimento, especialmente ligado a ações, existe sempre imprevisibilidade, incerteza e volatilidade à volta da evolução do preço das ações, especialmente logo após a sua entrada em bolsa. Inclusive, níveis excessivos de entusiasmo após um IPO podem inflacionar de forma exuberante o preço das suas ações em bolsa, dando mais espaço a que correções mais significativas possam acontecer.
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